‘Ajudei a redigir o documento pacificando as relações entre os Poderes’, diz Michel Temer
Ex-presidente confirmou que contribuiu para a elaboração da declaração à nação e que Bolsonaro e Alexandre de Moraes estão dispostos a colaborar para diminuir o clima de tensão
Sérgio Lima/Poder360
O esboço da carta à nação publicada na quinta-feira, 9, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como uma forma de trégua entre os Poderes foi escrito pelo ex-presidente Michel Temer ainda em São Paulo e finalizado em Brasília, afirmou o medebista ao site da Jovem Pan.
Segundo Temer, o convite para a reunião partiu de Bolsonaro, que mandou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) buscar o ex-presidente na capital paulista no fim desta manhã;
“O presidente me chamou para conversar e eu ajudei a redigir o documento pacificando as relações entre os Poderes. Fiz um esboço e aprimoramos o texto. O conteúdo foi debatido entre nós”, afirmou Temer.
A conversa foi reservada entre Bolsonaro e o ex-presidente, e não contou com a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem o presidente chamou de “canalha” nesta terça-feira, 7.
“O ministro Alexandre está disposto a colaborar com o Brasil. Ele me afirmou que quando toma uma decisão, é em função de questões jurídicas, não quer tencionar nada das relações no Brasil”, afirmou Temer, que foi o presidente responsável pela indicação de Moraes ao STF, em 2017.
Segundo Temer, a repercussão quase imediata da publicação do texto é um sinal positivo para apaziguar as tensões. “Acho que foi uma coisa útil. A repercussão foi favorável. Hoje, o presidente Bolsonaro deu mostras que quer colaborar com as distensões”, disse. Em nota, o chefe do Executivo afirmou que nunca teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes” e que as falas proferidas nas manifestações de 7 de Setembro “decorreram do calor do momento”.
O presidente reiterou o seu respeito “pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição”.
“Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.
Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.”
Fonte: Jovem Pan
Comentários
Últimas Notícias
Começa nesta quinta-feira a Copa do Mundo de 2026
Publicado em 11 de junho de 2026
Maioria dos brasileiros já aceita pagar mais caro por alimentos saudáveis
Publicado em 11 de junho de 2026
Brasil assina acordo que prevê perseguição policial além de fronteiras
Publicado em 11 de junho de 2026
Butantan mantém estudo sobre vacina da dengue em idosos
Publicado em 11 de junho de 2026
CCJ aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos
Publicado em 11 de junho de 2026
Mulher é atingida por pedra durante desavença com filha de 15 anos em Xanxerê
Publicado em 11 de junho de 2026
Polícia Ambiental multa produtor rural em R$ 8 mil por poluição e desmatamento em Realeza
Publicado em 11 de junho de 2026
Homem morre e três pessoas ficam feridas em grave acidente com quatro veículos em São José do Cedro
Publicado em 11 de junho de 2026
Governo propõe aumento de 30% para 32% do etanol na gasolina
Publicado em 10 de junho de 2026
CNH mais barata no Paraná: deputados aprovam redução de 55% nos custos dos exames
Publicado em 10 de junho de 2026