MDB de Santa Catarina rompe com o governo e anuncia projeto próprio para 2026
Em documento oficial, o MDB de Santa Catarina afirma que passa a trabalhar em uma candidatura alinhada “aos anseios da sociedade catarinense”, destacando o histórico de 60 anos da sigla no Estado.
Por: Luan Peretti
27 de janeiro de 2026
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O MDB de Santa Catarina decidiu, por unanimidade, deixar a base do governador Jorginho Mello e iniciar a construção de um projeto próprio para as eleições ao Governo do Estado em 2026. A definição ocorreu na noite desta segunda-feira (26), durante reunião do diretório estadual do partido realizada em Florianópolis.

Em documento oficial, o MDB de Santa Catarina afirma que passa a trabalhar em uma candidatura alinhada “aos anseios da sociedade catarinense”, destacando o histórico de 60 anos da sigla no Estado. A decisão marca uma mudança estratégica do partido, que até então integrava a base de apoio do atual governo com cinco secretarias importantes, como Infraestrutura, Agricultura, Meio Ambiente e Economia Verde e a Fesporte.

Além da construção de um projeto próprio, o MDB também deliberou pela abertura de diálogo com outras legendas que compartilhem princípios e valores semelhantes, com o objetivo de formar convergências políticas para 2026. A orientação indica que o partido pretende se posicionar como protagonista no próximo pleito estadual, seja com candidatura própria ou liderando uma frente mais ampla.

Outro ponto central da decisão é a independência em relação ao Executivo estadual. O diretório orientou que filiados deixem cargos no governo, ainda que o partido mantenha, no Legislativo, apoio a projetos considerados de interesse do Estado e da população. Segundo a nota, a postura será de “responsabilidade institucional”, mesmo fora da base governista.

A saída do MDB deve provocar mudanças imediatas na composição do governo. O deputado federal Carlos Chiodini anunciou o retorno à Câmara dos Deputados. Além dele, a sigla ocupa atualmente a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, com Cleiton Fossá; a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, comandada por Jerry Comper; e a presidência da Fesporte, com Jeferson Ramos Batista, além de filiados em outros escalões da administração estadual.

Nos bastidores, a ruptura é atribuída à insatisfação do MDB com a condução política do governador, vista como uma traição. A crise se intensificou após Jorginho Mello optar por não indicar um nome do partido para a vaga de vice-governador, escolhendo Adriano Silva, do partido Novo.

Fonte: Rádio Mirador.
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