Setembro Amarelo: a cada dia, há três suicídios no Paraná
O nono mês do ano, por sua vez, é especialmente oportuno para tratar do tema, já que é quando se inicia a campanha do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.
Por: Luan Peretti
01 de setembro de 2025
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A cada dia, três suicídios são consumados no Paraná. Assim tem sido ao longo dos últimos cinco anos, período no qual mais de 5 mil pessoas deram cabo à própria vida no estado. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Painel de Monitoramento da Mortalidade, do Ministério da Saúde, e compreendem o período de 2020 a 2024. O nono mês do ano, por sua vez, é especialmente oportuno para tratar do tema, já que é quando se inicia a campanha do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.

De acordo com as estatísticas oficiais, ao longo dos últimos cinco anos o Brasil registrou um total de 76.893 mortes por lesões autoprovocadas intencionalmente. O Paraná, por sua vez, foi a quarta unidade da federação com mais falecimentos: 5.255, o equivalente a quase três casos por dia ou, ainda, um óbito a cada oito horas. Apenas São Paulo (13.154), Minas Gerais (8.955) e Rio Grande do Sul (7.507) tiveram mais mortes.

Nos últimos tempos, inclusive, nota-se uma tendência de alta nos registros. Até 2020, por exemplo, o Paraná jamais havia tido mais de mil suicídios ao longo de um único ano. Em 2021, porém, essa “barreira” foi superada pela primeira vez, com 1.106 registros. A situação se repetiu ainda nos anos seguintes (2022 e 2023), com mais 1.188 e 1.143 mortes, respectivamente.

Em 2024, o número de mortes por lesões autoprovocadas intencionalmente já recuou para 883, uma redução de 22,75% na comparação com o ano anterior. Os dados mais recentes, entretanto, ainda são preliminares. Ou seja, é possível que ainda sofram alterações.

De toda forma, a queda paranaense segue uma tendência nacional. Isso porque, em 2024, 17.002 suicídios se consumaram no Brasil. Em 2024, o Painel de Informações sobre Mortalidade já acusa 14.095 óbitos, uma redução de 17,1%. O recuo paranaense, portanto, ficou acima da média nacional. E apenas duas unidades da federação, por ora, tiveram quedas mais expressivas que o Paraná. Foram elas: Rio de Janeiro (-50,33%, com 451 mortes em 2024) e Minas Gerais (026,65%, com 1.464).

Fonte: (Agência Brasil)
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