Um morador de Palma Sola teve um prejuízo financeiro de aproximadamente R$ 2,5 mil após ser vítima de um golpe aplicado por meio do WhatsApp. O caso foi registrado pela Polícia Militar na manhã de domingo (1º), por volta das 8h45, na rua Orlando Petri.
Segundo o relato da vítima, um homem de 40 anos, o golpe começou com uma mensagem de um contato que se identificou como integrante de um escritório de advocacia. Na conversa, o suposto representante informou que havia um resultado favorável em uma ação trabalhista e que valores do processo estariam disponíveis para liberação.
Na sequência, outro indivíduo entrou em contato, apresentando-se como servidor do Tribunal de Justiça. Sob o pretexto de confirmar informações cadastrais e viabilizar o recebimento do dinheiro, ele solicitou que a vítima realizasse alguns procedimentos pelo celular. Durante uma chamada de vídeo, o falso servidor orientou o homem a compartilhar a tela do aparelho. Após seguir as instruções, o celular começou a apresentar instabilidades.
Pouco depois, a vítima percebeu que haviam sido realizadas movimentações financeiras sem sua autorização. O prejuízo identificado foi de aproximadamente R$ 2,5 mil, além do comprometimento integral do limite de crédito disponível na conta bancária. A situação foi comunicada à Polícia Militar, que registrou a ocorrência e orientou o homem a procurar a instituição financeira para contestar as transações e solicitar medidas para tentar recuperar os valores.
Os comprovantes das movimentações financeiras, assim como os registros das conversas e chamadas realizadas pelos suspeitos, foram anexados ao boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações.
O caso chama a atenção para uma modalidade de fraude em que criminosos utilizam informações sobre processos judiciais e se passam por advogados ou servidores da Justiça para convencer vítimas a compartilhar dados e permitir o acesso às informações do celular. A orientação é desconfiar de contatos que solicitam compartilhamento de tela, senhas, códigos de autenticação ou procedimentos bancários para suposta liberação de valores judiciais.