O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República nas eleições de 2026, desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, às 10h24 desta quarta-feira (28), acompanhado da esposa e das duas filhas. A viagem ocorreu após o parlamentar deixar o Brasil, apesar de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seus passaportes.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, a família entrou na Argentina na noite de terça-feira (27), pela fronteira com o Brasil. Em seguida, embarcou em um jatinho particular com destino a Guayaquil, no Equador, de onde seguiu para Miami.
A movimentação da aeronave foi acompanhada por plataformas de monitoramento aéreo, como o FlightAware, que registraram o deslocamento até o território norte-americano.
Determinação do STF
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes no âmbito de uma investigação criminal.
Apesar da decisão, o senador deixou o país sem cumprir a determinação, conforme as informações divulgadas pela Agência Brasil.
Ainda na segunda-feira, Flávio publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que nunca havia considerado deixar o Brasil e que entregaria os documentos solicitados pela Justiça.
Entrada nos Estados Unidos
Nesta quarta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que autorizaria a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, embora tenha afirmado que desconhecia sua localização naquele momento.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o Departamento de Estado norte-americano deverá conceder vistos ao senador e aos familiares.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal descartou a realização imediata de operações policiais, buscas e apreensões ou outras medidas de cumprimento de decisões judiciais contra o parlamentar e em seus endereços.
A saída do país ocorre três dias após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), em que Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).