Greve nacional dos empregados da Caixa chega ao Tribunal Superior do Trabalho
O banco não pretendia ir à Justiça, embora estude essa possibilidade, mas não reabriu a mesa de negociação.
Por: Luan Peretti
24 de setembro de 2026
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A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF) poderá ser resolvida pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), em audiência nesta quarta-feira (23), às 14h. O MPT (Ministério Público do Trabalho) recorreu ao Judiciário para buscar solução entre as partes.

A paralisação já dura 13 dias. O principal impasse entre os trabalhadores e o banco público é o plano de saúde. A Caixa afirmou, em nota anterior, que está aberta ao diálogo. O banco não pretendia ir à Justiça, embora estude essa possibilidade, mas não reabriu a mesa de negociação.

Entidades que representam os funcionários buscavam a reabertura da mesa. A audiência de mediação pré-processual terá a presença da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à Central Única dos Trabalhadores).

A decisão do MPT de ir ao TST em busca de acordo foi tomada depois que os empregados e empregadas recusaram a terceira proposta do banco, na assembleia realizada na segunda-feira (21), por sindicatos de bancários de todo o país, e mantiveram a greve.

Segundo a Contraf, a informação sobre a audiência foi recebida na noite de terça (22) e a entidade buscava confirmar a veracidade da informação. A confederação diz não se tratar de dissídio coletivo, mas de audiência de mediação pré-processual, que é “uma forma voluntária e consensual de resolver conflitos entre empregados e empregadores antes do ajuizamento de uma ação trabalhista formal”.

A Caixa disse que “segue empenhada na construção de uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira”.

O banco informa ainda que pagamentos de benefícios estão sendo feitos sem atrasos. Depósitos de setembro do Bolsa Família e do Pé de Meia, principais programas do governo federal, começaram a ser realizados nos últimos dias, sem registros de reclamação ou tumultos em agências, como já ocorreu em ocasiões anteriores.

Isso porque todos os pagamentos estão automatizados.

Fonte: Agencia Brasil
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