O Instituto Conhecer Brasil, comandado por Karina Gama, produtora responsável pelo filme biográfico “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, repassou R$ 3 milhões à empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia. À época, a empresa tinha entre os sócios Alex Leandro Bispo dos Santos, citado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, como suposto integrante do PCC.
Notas fiscais incluídas na investigação sobre o programa WiFi Livre SP apontam três pagamentos feitos em junho e julho de 2025: dois de R$ 500 mil e um de R$ 2 milhões.
A Favela Conectada havia sido subcontratada pelo instituto por R$ 12 milhões para prestar serviços relacionados ao programa de internet gratuita da Prefeitura de São Paulo. O Instituto Conhecer Brasil, por sua vez, mantém contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura para execução do programa.
A investigação apura o destino dos recursos públicos e possíveis irregularidades nas contratações. A Polícia Federal também investiga se valores públicos destinados a entidades ligadas a Karina Gama teriam sido posteriormente repassados à produtora do filme “Dark Horse”.
Alex Leandro foi citado por Flávio Dino com base em informações que o apontariam como integrante do PCC. A Polícia Civil também investiga possíveis irregularidades envolvendo a Favela Conectada e suspeitas de blindagem patrimonial após alterações societárias na empresa.
Karina Gama nega irregularidades e afirma que recursos de emendas parlamentares não foram utilizados na produção do filme. Uma perícia privada contratada pela produtora também afirmou não ter identificado repasses de recursos públicos para o longa.
As suspeitas permanecem sob investigação e não representam conclusão definitiva sobre a prática de crimes.