O Ministério Público de Santa Catarina informou nesta terça-feira que pediu à Justiça o arquivamento do caso que investigava a morte do cão Orelha e a suposta agressão ao cachorro Caramelo, em Florianópolis. Segundo o MPSC, laudos periciais e provas técnicas apontaram que o animal morreu em decorrência de uma grave infecção óssea crônica, chamada osteomielite, e não por maus-tratos.
De acordo com a Promotoria, foram analisados exames, imagens e o depoimento do médico veterinário responsável pelo atendimento do cão. As investigações concluíram que Orelha apresentava um quadro clínico grave e que a morte ocorreu após procedimento de eutanásia.
O laudo pericial realizado após a exumação do corpo descartou fraturas ou lesões causadas por ação humana. Conforme o Ministério Público, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontrados sinais de agressão.
O documento técnico identificou sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo, além de doença periodontal avançada. Também foi encontrada uma lesão antiga no crânio, abaixo do olho esquerdo, compatível com uma infecção de longa evolução. Segundo o MP, isso explica o inchaço observado durante o atendimento veterinário.
As imagens registradas na clínica mostraram o cão com edema acentuado na região ocular, mas sem cortes ou sinais externos de violência. Para a Promotoria, as evidências comprovam que o animal “sucumbiu a um quadro clínico grave, e não a uma agressão”.
Sobre o cachorro Caramelo, o Ministério Público também concluiu que não houve crime de maus-tratos. As investigações apontaram que adolescentes brincavam com um dos cães e que poderia haver mais de um animal conhecido pelo mesmo nome. Imagens analisadas mostraram ainda que os jovens não arremessaram o cachorro para dentro de um condomínio, apenas o induziram a entrar no local.
A Polícia Civil informou que concluiu o inquérito e encaminhou o caso ao Ministério Público, destacando que as instituições atuam de forma independente e que cabe ao MPSC decidir sobre o arquivamento